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domingo, 25 de novembro de 2012

Meu primeiro poema



(escrito aos quinze anos de idade)


Quizera sorrir
Ao pensar
Amar ao ver-te
Libertar-me deste grande peso
Na consciência
Mentir não consigo
Julgar não posso
Dizer-te
Pedir-te
Obrigar-te
Confessar-te
Talvez!
Mas receio...

Lunamar

sábado, 24 de novembro de 2012

Quando faço amor




Quando faço amor entrego-me fogosamente
À quente docilidade dos apimentados beijos
Aos lábios insaciados de gula banal
Onde bebo sôfregos goles de eternidade
Que calam a sede gritante da minha essência
Voracidade de um apetite descompensado
Num leito de lençóis rubros acetinados
Que a indomável nudez carnal anseia
Minhas mãos ávidas deslizam sobre a elevação
Tocando nuvens inventando poemas
Em castos haustos que jorram humidade
Descobrindo nas texturas de cristal a profundeza
Da escalada de degraus que levam ao gozo
Num relvado onde me estendo sem pudor
Vale sussurrar, vale gemer, vale gritar

Sons melódicos afinados, graves e agudos
Gemidos contidos que emergem do templo
Corpos ajustados, almas fundidas em leveza
Vibrantes, requintadas em acorde falante
Encontro de amantes no milagre do prazer
Fazer amor é nascer de novo, é a ressureição
Na magia, no deleite e na transcendência.

Lunamar

domingo, 18 de novembro de 2012

Eu sou assim





Eu sou assim
Amor constante
Favo de mel derretido
Coração terno, flamejante
Sou teu doce preferido
Na distância, omnipresente
Teu chão, teu céu, tua loucura
Sou brilho no teu sorriso
Corpo de mar, alma nua
Eu sou assim
Beleza em sorriso aliciante
Na alcova onde me deito
Na seda, tua amante
Sou flor, amor-perfeito
Num inigualável jardim
De aroma inebriante
Cheiro suave de jasmim
Sou lua nua, na vontade
Néctar sugado do peito
Na penumbra, humidade.
Na cama onde me deito
Eu sou assim
Pecado em meu juízo
E tudo o que preciso
É dançar contigo em mim
Elevar-te ao paraíso.

Lunamar

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Segredo





Amor eu guardo no peito,
Um segredo não contado
Pois nem sempre se ama
Quem deseja ser amado.
Por isso, amar agora
Tem que ser segredo por ora,
Abafado, não revelado,
Num coração desfeito,
De amor aprisionado.
Sem o meu lindo anjo,
A noite não tem luar,
O amor não faz sonhar,
A vida perde o brilho, o encanto,
O cheiro a desejo, a paixão,
Que explode em um beijo,
Na profusão do sentimento,
De saudade, de atenção.
Afastar quem se ama,
É ausentar-se da alma.
É não sentir o suave toque,
Da magia que acalma.
Quando o corpo é tocado,
Com a mesma suavidade,
Das mãos da ilusão.
A alma delira, jubila
Do prazer, imaginado,
Das caricias do amado.

Lunamar

Meus pés









Meus pés


Mergulhei meus pés nas águas passadas


Senti a água gélida penetrar meu íntimo


Veio à tona a alegria de um sabor ultrajado


Contrário ao esboço deste poema dileto

Faço versos descartáveis ao vento


De uma forma atenta dou passos largos


Deles faço minha surreal sensualidade


Recorro categórica ao mundo mágico


Pensamentos profundos, alma a nu


Não me entrego no meu caminhar


Sou exclusiva no querer da partida


Rimo as calçadas por onde piso


Com pés flutuantes-meu glossário


Indiferente na caminhada do tempo


Nas emoções furtivas do viver


Sou soberana em minha poesia


Pés de musa em água fria


Num desfile espetacular de movimento.




Lunamar

Lua e Sol



Lua e sol, namoraram felizes
Naquela praia de areia branca
Brilhantes gozaram seus incontidos
Nos reflexos infinitos do mar
O som cúmplice das ondas
Entoava uma linda melodia
Suas peles sedentas arrepiaram
Com o leve toque do momento
O sol acariciou a suavidade da lua
Com a ternura que lhe era peculiar
E seus corpos nus entrelaçados
No abraço profundo da sua canção
O perfeito encaixe, o côncavo e o convexo
Na imensidão perdida do tempo
A natureza também cooperou
Enviando ondulações calmas
Que beijaram seus pés
Num beijo intenso e gostoso
De paixão em suas almas
Nesse entardecer...

Tão enamorados


Lunamar

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Meu olhar perdido





Meu olhar está perdido
Distante dos teus olhos
Onde foi parar aquele brilho,
Que resplandecia do meu olhar?


Será que a estrela cadente levou?

Vejo teu coração, mas não encontro
O grande amor que me acalma
Tua indiferença me marcou
Onde foi parar aquela dedicação,
Que transbordava dos teus gestos?
Será que tu perdeste o mapa da minha alma?
Estou sangrando de saudade
Cortada nos pulsos da paixão
Pela faca da tua vingança
Pelos meus sentimentos de solidão
Onde foi parar aquele sorriso,
Que iluminava o teu ser?
Será que a serpente te envenenou?
Onde estás meu amor?
Esse diamante da saudade
Vai durar o tempo do seu quilate
Vai cortar o meu sofrer, minha dor
Vai corroer minha afeição
Tirar a ilusão da minha mente
Será que ainda sentes saudade de mim?
Ou, a Lua te fez esquecer as tuas divagações?
Vou seguindo o meu caminho
Tentando não lembrar do passado
A lembrança do que tu és para mim
Está tatuada no meu peito dormente
Não espero mais nada da vida
Serás sempre o homem que eu amo
Estarás comigo eternamente

Lunamar